sábado, 3 de março de 2018

Recomeço

Olá, Depois de um longo Inverno, mesmo que tenha sido verão....

Estou aqui, para continuar minha saga da maternidade....

Após aquele momento angustiante, eu fui para o quarto e fui amparada pela minha irmãzinha Carol, ela foi tudo de maravilhoso naquele momento tão "estranho".

Sim, "estranho", eu não estava tão abalada com a perda, mas estava abalada com o "fracasso" de tentar ser mãe de novo.

Fazer uma FIV, é algo muito doloroso, muito mais emocionalmente que fisicamente.

Mas estava disposta a tentar de novo, se o $$$ permitisse.

Passei uma noite difícil, porque não conseguia dormir, tinha muitas dores físicas e emocionais....

A Carol passou a noite jogando joguinhos no celular, não dormiu 1 segundo.

No dia seguinte, ela me deu banho e ficamos esperando a médica chegar. E nada....

Foi então que resolvi ligar no consultório, pois eram quase uma hora da tarde, e eu estava FAMINTA.

A secretária me atendeu e disse:"Ela te retorna assim que terminar a consulta."

Aff....Fiquei super Feliz, mas não né, meu estômago estava desesperado.

Foi então que quase duas da tarde, ela chega e me diz:

"Quando você ligou percebi que estava ótima, então você está de alta. Pois quando paciente reclama é porque já está bom...."

Na hora, eu queria matá-la, mas depois dei razão a ela, apenas pedi comida....E comi o melhor arroz e feijão de hospital EVER. Não sei se foi o melhor, mas minha fome causou este elogio à comida.

E também me deu notícias da cirurgia, realmente a trompa tinha um embrião e ela foi removida, e para minha "alegria", ela havia tirado um pouco de endométrio dos ovários, o que deu Grau 1 de endometriose (significa que tinha X pontos de endometriose e assim precisa ser feita uma qualificação desta quantidade, e no meu caso, Grau 1).

Este último fator poderia piorar minhas expectativas, pois nunca tinha tido diagnóstico de endometriose.

Ela também me disse que eu era nova (eu me sentia uma velha com 35 anos, sabe de nada inocente....risos) e que poderia tentar outros filhos fácil, e que ainda tinha uma trompa sã.

Bom, levantei "minha cara", e segui em frente.

Não sabia o que faria, precisava me recompor, conversar com os médicos, pois, uma coisa era certa:

"MEUS EMBRIÕES ERAM FORTES E CAPAZES DE AGUENTAR QUALQUER ADVERSIDADE."

Afinal, um deles tem 11 anos hoje e este outro que se foi, sobreviveu na trompa. Eram sinais positivos.

Não demorarei uma eternidade para continuar a estária....Aguardem novo post.

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