sábado, 19 de agosto de 2017

E o início do nascimento da Graça Divina...




Olá,

Como tenho recebido muitos pedidos de aumentar a frequência de posts, aqui está mais um.

Como disse a gravidez estava tranquila até 28 semenas aproximadamente, foi então que em janeiro de 2007, no dia 10 para ser exata, tenho um sangramento e corro para o hospital, não sentia o Ian (Graça de Divina).



Aqui um pouco deste bebê tão desejado dentro da barriga.

                                 Primeira imagem da Graça Divina

                                            Segunda imagem da Graça Divina (notem o coração que o fixa ao meu útero, impressionante, não?)

Tamanho de chulé

Primeiro rostinho visto no US


Aqui uma foto da barriga com quase 28 semanas, praticamente a última foto, antes dele nascer.
                                                    By Renata Miranda

Um parênteses – Ian foi o nome que nós dois concordamos para nosso Bebê menino, e tem uma estória interessante.

Estava eu escrevendo minha dissertação de mestrado e havia um cara com sobrenome Ian, e então olhei e disse, nossa achei o nome do nosso filho. E disse: “Ian”, e tal foi minha surpresa, na hora em que o Claudio concordou, ele concordava com nada.

Ian: Significa "Deus é gracioso", "presente de Deus", "graça de Deus" ou mesmo "Deus perdoa". (fonte: https://www.dicionariodenomesproprios.com.br/ian/).

Está aí o título ser chamado sempre de Graça Divina, porque este é o significado de seu nome. E foi isso mesmo até ele completar seus 5 anos (mais para frente explico o porquê) e continua sendo minha Graça Divina.

Fui para o Hospital e estava com 1 cm de dilatação. Nem sabia o que significava, ouvi dizer sobre parto normal, mas saber exatamente o que é e o que não é....são outros 500.

Entrei em um repouso absoluto de 9 dias, até que as contrações parassem e eu pudesse talvez voltar as minhas atividades normais.

Foram os dias mais doloridos da minha vida (porque eu ainda não sabia o que eu iria passar ainda), chorei muito, porque talvez aquela poderia ser minha última chance. Muito difícil.


E no dia 19 de janeiro de 2007, o médico me liberou, tudo havia voltado ao normal. E resolvi ir até Bebedouro colar o grau dos meus alunos, até aí, tudo bem, mas ao voltar para Ribeirão Preto.....

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

E a Graça Divina estava comigo...

....Foi então que em 25 de julho de 2006, fui convencida a comprar um teste de farmácia...mas fazê-lo, era outra história.

Me lembro de dois eventos que já tinham me dado uma resposta, mas eu não queria me dar esperança, o medo era maior que eu...depois conto quais foram.

Estava em São Paulo na casa da minha sogra, e elas queriam que eu fizesse o exame, mas eu não tinha coragem, já tinha ido duas vezes ao banheiro saia um rio de xixi, mas deixava o exame lá.
E então resolvi acabar com tudo ou ganhar tudo, vamos apostar todas as fichas, e lá fui eu ao banheiro pela enésima vez.

Não percebi que minha cunhada e sogra foram atrás de mim. Eu tremia igual vara verde, ai eu não sabia se fazia o xixi no teste, ou devia ter pego um copinho, bem, decidi fazer no tal local indicado...
E...Fiz na porcaria da janelinha, e estava escrito, NÃO fazer na janelinha, pois pode comprometer o exame...,Mas eu já havia feito e nem dois segundos e estava lá o risquinho “grávida”.





Foi então que chamei o Claudio, para dizer a ele que o exame estava errado, porque havia molhado a janelinha…Mais uma desculpa para não creditar, OH sentimento de negação, OH medo.
Porém, neste ponto, estava lá na porta do banheiro todo mundo kkkk. E eu com as calças abaixadas.... 

Todos pulando e comemorando a vinda de um bebê.

Liguei ao médico e já agendei todos os exames, para a semana seguinte, pois eu iria voltar a Ribeirão Preto apenas na semana seguinte.

Eita espera ruim, mas uma entre tantas na minha vida.
                                               Em novembro de 2006, a pessoa achava que tinha uma super barriga.

E foram 30 semanas de gestação tranquilas...Minto... 28 semanas tranquilas.... (para aqueles que não entendem das intermináveis semanas – aproximadamente 6 meses e meio).


Como diz minha amiga Paula (gravidinha hoje, com uma história também de luta), “viver em semanas é muito ruim”.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A Graça Divina a caminho...

Olá gente,

Pois é fomos ao médico, e eu já não aguentava mais aquela peregrinação sem fim, queria parar e ir logo para fila de adoção.

Falei ao médico que não queria mais, que queria a fertilização e que colocaria logo 4 embriões....

Ele não aceitou...aff... disse que se eu fizesse um embrião que eu estaria grávida, porque meu útero era excelente, meus ovários é que sofriam de crise existencial...pensavam que eram pâncreas kkkk.

Bom, então fui convencida a fazer mais uma indução, e fomos então a indução.

Ah, antes viajamos para Gramado, foi bom, comi todo chocolate que tinha direito e conheci o rodízio de fondues...muito bom.

E tudo outra vez, milhões de injeções, indutores via oral, ultrassons, mais hormônios e desta vez teve um adicional, a tal progesterona, que na época custava um rim.

E lá fomos, em junho tive a menstruação e iniciamos, e finalmente 3 folículos, já estava ficando melhor e trigêmeos ainda era aceitável...kkk. E ai fomos a fase final o hormônio da ovulação e assim foi ovulei de um deles, já era bom, agora era a parte prática e lá fomos nós dia 02 de julho de 2006, as 6 da manhã, domingo, um ultrasson, e realmente eu havia ovulado e poderia ainda ovular de mais dois.

E bem, começamos com a contagem regressiva de 14 dias, aff.

Em 16 de julho, eu deveria menstruar, certo, só que não. Mas havia um outro problema, ou solução neste ciclo, eu estava usando progesterona, e ela poderia estar "travando" a vinda da querida...odiada. E assim, como eu estava viajando, eu não quis estragar minhas férias, então simplesmente fingi de morta e continuei, colocando sagradamente um absorvente todos os dias.

Foi então que em 24 de julho, nada ainda, e meu coração assombrado, pois mais um negativo, seria o fim...e liguei para o médico, e ele me explicou que eu precisaria fazer o exame, e que teria que parar a progesterona, caso desse negativo. E a coragem me faltou, e faltava todo momento....foi então que....

Fonte: http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2015/08/luz-no-fim-do-tunel.html

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Em busca da Graça Divina continuação....

E depois dos 14 dias...veio a menstruação....

Mais um fracasso, mas pelo menos eu havia funcionado, sim funcionado.

Me sentia sempre menos mulher por não funcionar como todas, tendo como padrão, aquelas que têm menstruação, que ovulam. Eu não me sentia normal.

E então fui ao médico para ver o que faríamos dali em diante, e eis que decidimos fazer tudo outra vez, e assim foi, começamos de novo, todo o procedimento. Milhões de Ultrassons, milhões em medicamentos, milhões de idas ao médico, e enfim um folículo, uma esperança, e novamente a Fernanda Aníbal me aplicando a injeção e desta vez já com a Aninha nos braços. Mesmo no pós-parto, estava ela lá para me ajudar.

E a ovulação ocorreu na Páscoa.

E ai foram dias, sim, de novo, 14 dias de angústia, neste momento eu ainda não sabia o que eram verdadeiramente os 14 dias, conheci mesmo alguns anos depois....

E novamente o sangue bendito ou maldito, já não sabia mais, veio...e a dor das cólicas eram as piores possíveis, acho que não eram tão fortes assim, mas para mim, a dor era muito maior do que parecia. E a tristeza me invadiu de novo.

Voltamos ao médico, e esperamos um ciclo, que ciclo, aquele movido a hormônios, porque eu não os produzia. E assim foi a nova espera 30 dias.

Neste meio tempo, não me lembro exatamente quando, o Claudio saiu em um sábado pela manhã, sem dizer onde iria, e voltou com um chocolate e pediu para eu abrir. Ele estava super feliz e eu não....

Ai abri e vi, passagens para Porto Alegre, iriamos comemorar nossos 10 anos juntos em Gramado...

Foi então que virei e disse, pensei que você tinha decidido ir para adoção.

Na minha cabeça, ele tinha trazido um filho para mim.

Notem a situação que uma pessoa nestas condições se encontra.

E eu queria um filho, não importa como ele seria gerado...

Em breve o próximo tratamento.....

domingo, 13 de agosto de 2017

Sentimentos...

Antes de continuar a história, acho importante ressaltar o que se sente ao passar pela infertilidade, independentemente da causa.

Raiva, ódio, alegria, tristeza, esperança, fé, entre outras emoções, sim são sentidas a todo momento.

Lembro me, diversas vezes chorando rios no travesseiro antes de dormir. Ao volante. Olhando crianças brincando na rua, nos parques, na praia.

Sim, raiva muita raiva, daqueles moradores de rua, cheios de filhos, colocando-os para pedir dinheiro no semáforo. Raiva de mulheres que largam seus filhos em lixeiras, ou matam, porque não os querem.

Isto tudo me doía demais.

E ainda aquelas pessoas inconvenientes que perguntam:

- "Não vai ter filhos, não?"

Aff. Vontade de dar uma voadora.

Os sentimentos são muito intensos o tempo todo nesta situação, e sim, é necessário um acompanhamento psicológico.

E quando, alguma amiga ou conhecida, me contava que estava grávida. Eu tentava, mas eu não conseguia disfarçar o ódio, mesmo que eu amasse a pessoa.

É muito confuso. Não me lembro, nem autor e nem as palavras corretas, mas é algo assim:

"Você só sabe o que alguém sente, se passar pela mesma situação que ela, e ainda se tiver tido as mesmas experiências que ela."

Na verdade ser aquela pessoa. Algo não possível.

Entendo que não devia sentir nada disso, mas tudo é necessário para que se possa passar pela situação e aprender com ela.


Em busca da Graça Divina

Olá,

O início do VERDADEIRO tratamento teve início em 2005, com a utilização apenas de indutores via oral, mas desta vez acompanhadas de exames periódicos, laboratoriais e de Ultrassons, as 5 da manhã, isto mesmo, entre 5 e 6 da manhã...Não é fácil optar por ser mãe...

Os indutores orais não deram certo, nem sinal que meus ovários queriam funcionar como tal...e ai estávamos na estaca zero novamente.

Mas o Dr. Manetta então elevou o tratamento para a segunda fase indutores sub-cutâneos, e então fizemos. Primeiro o bolso doeu bastante, todos os medicamentos são importados, mas isto também faz parte do estágio para ser mãe, o bolso dói, mas compensa....

Fomos então ao primeiro round, muitas injeções na barriga, e ai finalmente os ovários acordaram. Era uma esperança surgindo em meio a tantas lágrimas. E íamos manhã sim, manhã não, verificar o tamanho dos folículos (são as estruturas que crescem e depois saem os óvulos).

Um pequeno parenteses de novo, o pai, teve participação ativa, quantos espermogramas, para constatar a fertilidade...e todos maravilhosos, graças a Deus.

Voltando, e finalmente tínhamos dois folículos, e ai vinha a segunda parte da ovulação (fiquei craque em entender todo o procedimento, e também ótima, em ler ultrassons). A madrinha do Ian a Fer (Fernanda Aníbal), grávida de quase 9 meses, vinha aqui para me ajudar na segunda parte, ela me aplicava uma injeção na barriga, para que o folículo rompesse e ai ocorresse a ovulação, e o endométrio crescesse.

E ai tínhamos que praticar a questão física do processo, e com hora marcada, aff.... Imagina que seu GO sabe exatamente o que você está fazendo naquele horário....

E ai depois de outro ultrasson, a espera de 14 dias, a esta espera...esta era a primeira.....

....Aguardem a próxima.

Fonte: http://www.curaeascensao.com.br/exercicios_arquivos/img/image351_03.jpg. Acesso em 13 ago. 2017.

E 15 de agosto de 2016

.....Bem, agosto de 2016. Em 14 de agosto eu havia tido aquele momento dejà vu, com o post do dias dos pais, né.... Mas, voltando mais u...