domingo, 13 de agosto de 2017

Sentimentos...

Antes de continuar a história, acho importante ressaltar o que se sente ao passar pela infertilidade, independentemente da causa.

Raiva, ódio, alegria, tristeza, esperança, fé, entre outras emoções, sim são sentidas a todo momento.

Lembro me, diversas vezes chorando rios no travesseiro antes de dormir. Ao volante. Olhando crianças brincando na rua, nos parques, na praia.

Sim, raiva muita raiva, daqueles moradores de rua, cheios de filhos, colocando-os para pedir dinheiro no semáforo. Raiva de mulheres que largam seus filhos em lixeiras, ou matam, porque não os querem.

Isto tudo me doía demais.

E ainda aquelas pessoas inconvenientes que perguntam:

- "Não vai ter filhos, não?"

Aff. Vontade de dar uma voadora.

Os sentimentos são muito intensos o tempo todo nesta situação, e sim, é necessário um acompanhamento psicológico.

E quando, alguma amiga ou conhecida, me contava que estava grávida. Eu tentava, mas eu não conseguia disfarçar o ódio, mesmo que eu amasse a pessoa.

É muito confuso. Não me lembro, nem autor e nem as palavras corretas, mas é algo assim:

"Você só sabe o que alguém sente, se passar pela mesma situação que ela, e ainda se tiver tido as mesmas experiências que ela."

Na verdade ser aquela pessoa. Algo não possível.

Entendo que não devia sentir nada disso, mas tudo é necessário para que se possa passar pela situação e aprender com ela.


Um comentário:

E 15 de agosto de 2016

.....Bem, agosto de 2016. Em 14 de agosto eu havia tido aquele momento dejà vu, com o post do dias dos pais, né.... Mas, voltando mais u...