Bom,
Quis fazer duas partes da "Perdas...", porque ficaria cansativo ler tudo de uma vez.
Na manhã seguinte, tive a certeza que entraria em cirurgia, mas eu havia me preparado desde a noite anterior, pois eu sabia que precisaria.
As 18 horas do dia 29 de julho de 2010, eu entrei no hospital para fazer a "Salpingectomia", que nomezinho complexo...retirar a trompa e o embrião.
E as 20 horas aproximadamente entrei para a tal cirurgia, com medo de ficar sozinha, lá estava o medo lá de novo....
Antes da cirurgia, eu me despedi do meu embrião, em voz alta. Fiz isto por mim, para que eu colocasse um final na estória e desse espaço para um novo começo.
Sem perceber, fiz o centro cirúrgico chorar, mas foi bom para mim, como disse.
Qual era minha situação? Muito ruim, mas ninguém me disse antes, só depois...
Estava com hemorragia interna, pois a trompa já havia começado a "estourar" e teriam que fazer a cirurgia logo, e assim foi feito.
Ao acordar, eu não pude falar, pois tive uma hipotermia grande ao sair da mesa. Tudo porque eu não queria ficar sozinha aff...
Só ouvi ao fundo uma enfermeira dizer:"Rápido, peguem...UTI"
Ai como naqueles filmes, que a pessoa parece ter visto a LUZ, eu ouvia a enfermeira, e conclui, PRONTO...MORRI...
Mas não eles precisavam do cobertor da UTI térmico para me esquentar....
E não morri de verdade, desta vez....
E tudo deu certo, BORA recomeçar....
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Perdas...
Olá....
Na última postagem contei sem muitos detalhes o ocorrido, mas achei muito importante deixar aqui os sentimentos gerados e vividos durante esta perda, entre tantas que já vivi.
Volto um pouco no tempo, quando estava na UTI com o Ian, quer dizer, ele estava na UTI, nós tínhamos reuniões semanais para trocar experiencias entre os pais e mesmo tirar dúvidas sobre nossos bbs.
E eis que me pegava em um medo imenso, mas não era de perder o Ian, mas de nunca mais poder viver a maternidade, deixa eu explicar:
Pois é para muitas ali, alguma coisa que havia ocorrido na gestação, trouxe seus bbs antes ao mundo. Não que isto não tivesse ocorrido comigo, mas era diferente, até então não sabíamos o que realmente teria levado o Ian a nascer antes.
Estas mãezinhas, tinham uma pressa gigante em ter seus filhos em casa, não eu, porque eu queria meu filho inteiro, sem ter que voltar ao hospital, depois que voltasse para casa, mas meu medo era ainda maior, EU TINHA MEDO DE NÃO PODE MAIS TER FILHOS.
Tinha medo de ter que passar por tudo de novo, por todas as dores de ter que esperar os 14 dias, de ter um resultado negativo, de não entender, de odiar as grávidas novamente, de me sentir menos mulher por conta disso....
Eram muitos medos...MAS, tive que passar novamente.
E voltando aos dia em que achei que estava mesmo com o bb na trompa, antes mesmo de ter um exame. Eu fiz uma oração com minha irmã, não me lembro ao certo o dia, mas lembro me de fechar meus olhos e ver uma imagem de um coração sangrando e uma rosa vermelha.
E nesta hora, eu disse muito profundamente, há algo errado e amanhã vamos resolver isto....
E no dia seguinte tudo que já contei, no final da tarde, descobrimos que não havia gestação tópica. E teríamos que fazer algo...
Cheguei em casa e a dor física era pequena perto de tudo, mas tive que ligar para cada uma das pessoas que haviam festejado comigo a gravidez e dizer que não havia mais...não foi difícil, acho que elas ficaram mais tristes que eu....
Porque eu estava pronta para recomeçar a todo instante, aqueles medos que sentia, nas reuniões na UTI estavam ali para serem enfrentados, e vividos.
Eu, apenas, pedia para ficar com alguém, não queria ficar sozinha, talvez não quisesse deixar minha mente entrar nos medos e tristezas e tendo alguém do meu lado seria mais fácil.
E foi assim, que tentei sobreviver a perda, e mais tarde eu entenderia que a marca da perda na Alma, é o fortalecimento e preparo para o futuro....
Na última postagem contei sem muitos detalhes o ocorrido, mas achei muito importante deixar aqui os sentimentos gerados e vividos durante esta perda, entre tantas que já vivi.
Volto um pouco no tempo, quando estava na UTI com o Ian, quer dizer, ele estava na UTI, nós tínhamos reuniões semanais para trocar experiencias entre os pais e mesmo tirar dúvidas sobre nossos bbs.
E eis que me pegava em um medo imenso, mas não era de perder o Ian, mas de nunca mais poder viver a maternidade, deixa eu explicar:
Pois é para muitas ali, alguma coisa que havia ocorrido na gestação, trouxe seus bbs antes ao mundo. Não que isto não tivesse ocorrido comigo, mas era diferente, até então não sabíamos o que realmente teria levado o Ian a nascer antes.
Estas mãezinhas, tinham uma pressa gigante em ter seus filhos em casa, não eu, porque eu queria meu filho inteiro, sem ter que voltar ao hospital, depois que voltasse para casa, mas meu medo era ainda maior, EU TINHA MEDO DE NÃO PODE MAIS TER FILHOS.
Tinha medo de ter que passar por tudo de novo, por todas as dores de ter que esperar os 14 dias, de ter um resultado negativo, de não entender, de odiar as grávidas novamente, de me sentir menos mulher por conta disso....
Eram muitos medos...MAS, tive que passar novamente.
E voltando aos dia em que achei que estava mesmo com o bb na trompa, antes mesmo de ter um exame. Eu fiz uma oração com minha irmã, não me lembro ao certo o dia, mas lembro me de fechar meus olhos e ver uma imagem de um coração sangrando e uma rosa vermelha.
E nesta hora, eu disse muito profundamente, há algo errado e amanhã vamos resolver isto....
E no dia seguinte tudo que já contei, no final da tarde, descobrimos que não havia gestação tópica. E teríamos que fazer algo...
Cheguei em casa e a dor física era pequena perto de tudo, mas tive que ligar para cada uma das pessoas que haviam festejado comigo a gravidez e dizer que não havia mais...não foi difícil, acho que elas ficaram mais tristes que eu....
Porque eu estava pronta para recomeçar a todo instante, aqueles medos que sentia, nas reuniões na UTI estavam ali para serem enfrentados, e vividos.
Eu, apenas, pedia para ficar com alguém, não queria ficar sozinha, talvez não quisesse deixar minha mente entrar nos medos e tristezas e tendo alguém do meu lado seria mais fácil.
E foi assim, que tentei sobreviver a perda, e mais tarde eu entenderia que a marca da perda na Alma, é o fortalecimento e preparo para o futuro....
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Destino
Bom,
Antes de falar sobre as 14 dias, tenho que contar como foi a espera.
7 dias após a transferência dos embriões, comecei a sangrar e muito, bom toda esperança tinha acabado, e olha que nem tinha chegado aos 14 dias...
Liguei para os médicos e eles me deram uma dose maior de progesterona, pois poderia acontecer aquele problema, e comecei a fazer um repouso e tomar a progesto que me dava um sono fora do normal.
Fomos assim por mais uns dias, mas o sangramento não terminava. Já havia chorado baldes, pois com certeza tudo estaria errado, e decidi tocar minha vida adiante.
Neste tempo todo tive ao meu lado minha irmã maravilhosa (as outras também são) que sofreu cada segundo comigo.
Decidi ir cortar o cabelo, quem sabe minha vida mudava naquele ponto.
Mas um telefonema mudou tudo...Era da Clínica e o meu Beta tinha dado positivo, deu aproximadamente 200. Era alto para o tempo, então cogitou-se que haviam 2 bbs.
Mais dois dias e nada do sangramento parar e eu chorava mais baldes, não sei como não desidratei...
E este dia tive a sensação que eu estava morrendo, morrendo mesmo, de verdade. E disse a minha irmã.
"Estou grávida, mas tem alguma coisa errada, este bb não está no útero..."
Ela disse:
"Para de besteira, você está nervosa."
Bom, liguei para um dos médicos, e ele disse que pode ser normal, pois este procedimento não é natural e o corpo pode tentar expulsar o embrião e só hormônios e repouso podem ajudar.
Mas eu conheço muito bem meu corpo e sabia que nada estava certo.
E foi então que meu médico anjo, me disse, se está reclamando, vamos ouvir, porque você só reclama, quando realmente há algo fora do lugar.
Parenteses, Aqui está a importância, por não se reclamar de qualquer coisa, pois quando for grave, vão te escutar.
E foi então que tudo começou ou terminou, nem sei.
Fizemos o ultrasson e nada no útero, e a trompa esquerda, extremamente grande e inflamada.
Fiz novo Beta, pois poderia ser que o embrião desistisse e então morreria, que nada, um Beta gigante....
O BB está desenvolvendo-se na trompa, qual a chance disso, 1%...porque nunca ganho a mega sena????
E no dia seguinte, a confirmação estava ele lá na trompa, e para não escutar seu coração o médico tirou o aparelho....
Fui para a emergência e cirurgia, feita por outro médico anjo, na verdade uma anja. E Graças a Deus sobrevivi.
Por um lado, estava feliz, havia conseguido engravidar pela FIV, e meu embrião era tão forte que sobreviveu a condição adversa, isto fazia com que eu pudesse repetir o procedimento e conseguir.
Mas a dor de perder não foi fácil, porque se manteve vivo até o final, para mim, uma coisa horrível.
Mas tudo devo ao meu Deus que me fortalece todos os dias...
Vamos adiante.....
Antes de falar sobre as 14 dias, tenho que contar como foi a espera.
7 dias após a transferência dos embriões, comecei a sangrar e muito, bom toda esperança tinha acabado, e olha que nem tinha chegado aos 14 dias...
Liguei para os médicos e eles me deram uma dose maior de progesterona, pois poderia acontecer aquele problema, e comecei a fazer um repouso e tomar a progesto que me dava um sono fora do normal.
Fomos assim por mais uns dias, mas o sangramento não terminava. Já havia chorado baldes, pois com certeza tudo estaria errado, e decidi tocar minha vida adiante.
Neste tempo todo tive ao meu lado minha irmã maravilhosa (as outras também são) que sofreu cada segundo comigo.
Decidi ir cortar o cabelo, quem sabe minha vida mudava naquele ponto.
Mas um telefonema mudou tudo...Era da Clínica e o meu Beta tinha dado positivo, deu aproximadamente 200. Era alto para o tempo, então cogitou-se que haviam 2 bbs.
Mais dois dias e nada do sangramento parar e eu chorava mais baldes, não sei como não desidratei...
E este dia tive a sensação que eu estava morrendo, morrendo mesmo, de verdade. E disse a minha irmã.
"Estou grávida, mas tem alguma coisa errada, este bb não está no útero..."
Ela disse:
"Para de besteira, você está nervosa."
Bom, liguei para um dos médicos, e ele disse que pode ser normal, pois este procedimento não é natural e o corpo pode tentar expulsar o embrião e só hormônios e repouso podem ajudar.
Mas eu conheço muito bem meu corpo e sabia que nada estava certo.
E foi então que meu médico anjo, me disse, se está reclamando, vamos ouvir, porque você só reclama, quando realmente há algo fora do lugar.
Parenteses, Aqui está a importância, por não se reclamar de qualquer coisa, pois quando for grave, vão te escutar.
E foi então que tudo começou ou terminou, nem sei.
Fizemos o ultrasson e nada no útero, e a trompa esquerda, extremamente grande e inflamada.
Fiz novo Beta, pois poderia ser que o embrião desistisse e então morreria, que nada, um Beta gigante....
O BB está desenvolvendo-se na trompa, qual a chance disso, 1%...porque nunca ganho a mega sena????
E no dia seguinte, a confirmação estava ele lá na trompa, e para não escutar seu coração o médico tirou o aparelho....
Fui para a emergência e cirurgia, feita por outro médico anjo, na verdade uma anja. E Graças a Deus sobrevivi.
Por um lado, estava feliz, havia conseguido engravidar pela FIV, e meu embrião era tão forte que sobreviveu a condição adversa, isto fazia com que eu pudesse repetir o procedimento e conseguir.
Mas a dor de perder não foi fácil, porque se manteve vivo até o final, para mim, uma coisa horrível.
Mas tudo devo ao meu Deus que me fortalece todos os dias...
Vamos adiante.....
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
E começo tudo outra vez...desta vez com mais obstáculos....
No ano de 2008, começamos novamente os exames para verificar as chances de conseguirmos um novo filho. (mesma época que estávamos atrás do oncologista)
Mas...todos novamente indicando a SOMP, mas como todos sempre disseram e eu desminto, só para variar, o segundo sempre é mais fácil. MENTIRA.
Foi então que comecei pelos métodos tradicionais, indutores subcutâneos, controles de ovulação e nada, após 3 tentativas, nenhuma deu certo. Então juntamos dinheiro e partimos para a Fertilização In Vitro (ICSI) - Vejam aqui mais detalhes: http://www.clinicamatrix.com.br/tratamentos.html .
E começamos, eu tinha absoluta certeza que eu iria conseguir, pois meu problema, era ovular, certo?
Sim, certo, aos olhos dos homens. Então vamos fazer a Raissa ovular:
- Não me lembro ao certo o número de injeções, mas foram muitas...
- E infinitos US, e infinitas injeções e ai 28 óvulos, alguns dirão nossa que ótimo, outros dirão, que perigo, pois é que PERIGO....
- Sim, tive SHO:
"A SHO é caraterizada pela resposta exagerada dos ovários após a estimulação com hormônios (principalmente as gonadotrofinas injetáveis), que acarreta a liberação de substâncias que causam um aumento generalizados da permeabilidade vascular, levando ao acúmulo de líquido no abdome (ascite), inchaço, derrame pleural (líquido entre os pulmões), hidrotórax (líquido no tórax), trombose, insuficiência renal e, em casos graves, até morte. Estima-se que a mortalidade seja de 1 a cada 100.000 tratamentos. Pode parecer bastante raro, mas, se considerarmos que são realizados cerca de 1.500.000 tratamentos por ano, aproximadamente 50 mulheres morrem anualmente por complicações da SHO." (http://www.vidabemvinda.com.br/blog/sindrome-de-hiperestimulacao-ovariana-o-que-e-e-como-evitar/)
E Graças aos anjos que me acompanharam, souberam como lidar e já me medicaram prontamente, e estou aqui para vos contar. Fiquei de repouso e com possibilidades de não ir buscar meus BBs. Mas fui....
Fiz 28 óvulos, poucos estavam excelentes, eu cedi para doação os extras, mas confesso, que não sei se deu para doar, não me lembro...
Mas 4 foram fecundados, e dois evoluíram lindamente. Imaginem a dificuldade que é engravidar, porque de 28, 4 estava excelentes com certeza....
Assim, no dia marcado e já curada da SHO, fui buscar meu filhinhos, e foram lidamente implantados no meu útero, eu tinha as fotos deles sendo implantados, mas por tudo que passei depois, joguei no lixo...
Foram 14 dias de suspense, vocês devem imaginar, que eu já nesta etapa, teria me acostumado com estes 14 dias, mas não, o sofrimento era muito grande.....
Aguardem....que vocês saberão.....
Mas...todos novamente indicando a SOMP, mas como todos sempre disseram e eu desminto, só para variar, o segundo sempre é mais fácil. MENTIRA.
Foi então que comecei pelos métodos tradicionais, indutores subcutâneos, controles de ovulação e nada, após 3 tentativas, nenhuma deu certo. Então juntamos dinheiro e partimos para a Fertilização In Vitro (ICSI) - Vejam aqui mais detalhes: http://www.clinicamatrix.com.br/tratamentos.html .
E começamos, eu tinha absoluta certeza que eu iria conseguir, pois meu problema, era ovular, certo?
Sim, certo, aos olhos dos homens. Então vamos fazer a Raissa ovular:
- Não me lembro ao certo o número de injeções, mas foram muitas...
- E infinitos US, e infinitas injeções e ai 28 óvulos, alguns dirão nossa que ótimo, outros dirão, que perigo, pois é que PERIGO....
- Sim, tive SHO:
"A SHO é caraterizada pela resposta exagerada dos ovários após a estimulação com hormônios (principalmente as gonadotrofinas injetáveis), que acarreta a liberação de substâncias que causam um aumento generalizados da permeabilidade vascular, levando ao acúmulo de líquido no abdome (ascite), inchaço, derrame pleural (líquido entre os pulmões), hidrotórax (líquido no tórax), trombose, insuficiência renal e, em casos graves, até morte. Estima-se que a mortalidade seja de 1 a cada 100.000 tratamentos. Pode parecer bastante raro, mas, se considerarmos que são realizados cerca de 1.500.000 tratamentos por ano, aproximadamente 50 mulheres morrem anualmente por complicações da SHO." (http://www.vidabemvinda.com.br/blog/sindrome-de-hiperestimulacao-ovariana-o-que-e-e-como-evitar/)
E Graças aos anjos que me acompanharam, souberam como lidar e já me medicaram prontamente, e estou aqui para vos contar. Fiquei de repouso e com possibilidades de não ir buscar meus BBs. Mas fui....
Fiz 28 óvulos, poucos estavam excelentes, eu cedi para doação os extras, mas confesso, que não sei se deu para doar, não me lembro...
Mas 4 foram fecundados, e dois evoluíram lindamente. Imaginem a dificuldade que é engravidar, porque de 28, 4 estava excelentes com certeza....
Assim, no dia marcado e já curada da SHO, fui buscar meu filhinhos, e foram lidamente implantados no meu útero, eu tinha as fotos deles sendo implantados, mas por tudo que passei depois, joguei no lixo...
Foram 14 dias de suspense, vocês devem imaginar, que eu já nesta etapa, teria me acostumado com estes 14 dias, mas não, o sofrimento era muito grande.....
Aguardem....que vocês saberão.....
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Em casa e os desafios de um bebê normal. Graças a Deus!
Olá,
Você pensaram que eu havia abandonado, mas não, estou aqui para terminar a estória do meu meninão.
Sim, ele era um BB "normal", ou seja, como se tivesse nascido a termo, aos 6 meses de idade.
Com todo o refluxo que persiste até hoje (10 anos), mas de forma bem moderada, ele teve inúmeras infecções de ouvido e garganta, e sim, demos muito anti-bióticos, não tínhamos saída, as febres eram absurdas e precisávamos.
Mas foi de 3 para 4 anos que quase morri mais uma vez, nesta etapa eu já havia voltado a luta para ter outro filho, sim, havia voltado a sofrer, mas esta estória falarei quando chegar a hora.
Um belo dia, vou pegar ele na escola e eis que ele estava com uma bola abaixo do ouvido, e então pensei, aff. Lá vamos nós para o médico. E foi ao que o pediatra sugeriu que eu buscasse um oncologista (pois já tínhamos feito todos os exames normais para detecção de infecções que normalmente produzem esta bola), e todos deram normais, apenas o hemograma estava "estranho".
E fomos a um oncologista (particular), que nos alarmou, sim havia uma imensa chance de ser algum problema oncológico, mas para tal precisaríamos fazer exames, e lá fomos nós.
E os exames deram meio que no limite, ou seja, sem conclusões, morria a cada resultado que saia, sem saber se era preciso morrer, mas ser mãe é isso mesmo.
E assim, resolvi procurar um outro onco, para ter duas opiniões, afinal, não estava lidando com uma gripe ou algo pequeno (apesar que hoje gripe, pode ser algo grande). E, então levamos, ele a este outro profissional, que nos deixou mais tranquilos, mas teríamos que continuar os exames.
Sempre deixamos claro para este profissional que já tínhamos ido a outro, pois precisávamos de uma outra opinião. Ele foi extremante dócil e esclarecedor sempre. Porém o outro (o primeiro) ficou muito ofendido e nos disse que deveríamos escolher o profissional e confiar e ponto. E só um detalhe, ele já queria iniciar tratamento oncológicos....
Fiquei com o segundo....(risos). Todos os exames deram normais e por exclusão, descobrimos a tal bola, ela nunca cresceu, apenas ficou ali de enfeite até os 8 anos, as vezes, ela ainda aparece. E o Ian já diz, mamãe, vou ficar doente... Era, é, apenas um gânglio inflamatório, causado por repetição de infecções no trato respiratório, por conta dos refluxos...Que alívio!
Minha última situação de quase morte por causa da saúde do Ian foi em Abril de 2016, ele teve uma virose, ou algo emocional, causado por mim, é por mim...Eu entrei em pânico e ele adoeceu...
Mães, um ser estranho, mas sempre preocupado com suas crias.
Hoje tenho um menino lindo, preguiçoso, inteligente, e extremamente dócil e gentil. E vamos continuar morrendo todos os dias, pois é assim ser mãe.
Aguardem, pois contarei a estória do meu segundo milagre.......
Você pensaram que eu havia abandonado, mas não, estou aqui para terminar a estória do meu meninão.
Sim, ele era um BB "normal", ou seja, como se tivesse nascido a termo, aos 6 meses de idade.
Com todo o refluxo que persiste até hoje (10 anos), mas de forma bem moderada, ele teve inúmeras infecções de ouvido e garganta, e sim, demos muito anti-bióticos, não tínhamos saída, as febres eram absurdas e precisávamos.
Mas foi de 3 para 4 anos que quase morri mais uma vez, nesta etapa eu já havia voltado a luta para ter outro filho, sim, havia voltado a sofrer, mas esta estória falarei quando chegar a hora.
Um belo dia, vou pegar ele na escola e eis que ele estava com uma bola abaixo do ouvido, e então pensei, aff. Lá vamos nós para o médico. E foi ao que o pediatra sugeriu que eu buscasse um oncologista (pois já tínhamos feito todos os exames normais para detecção de infecções que normalmente produzem esta bola), e todos deram normais, apenas o hemograma estava "estranho".
E fomos a um oncologista (particular), que nos alarmou, sim havia uma imensa chance de ser algum problema oncológico, mas para tal precisaríamos fazer exames, e lá fomos nós.
E os exames deram meio que no limite, ou seja, sem conclusões, morria a cada resultado que saia, sem saber se era preciso morrer, mas ser mãe é isso mesmo.
E assim, resolvi procurar um outro onco, para ter duas opiniões, afinal, não estava lidando com uma gripe ou algo pequeno (apesar que hoje gripe, pode ser algo grande). E, então levamos, ele a este outro profissional, que nos deixou mais tranquilos, mas teríamos que continuar os exames.
Sempre deixamos claro para este profissional que já tínhamos ido a outro, pois precisávamos de uma outra opinião. Ele foi extremante dócil e esclarecedor sempre. Porém o outro (o primeiro) ficou muito ofendido e nos disse que deveríamos escolher o profissional e confiar e ponto. E só um detalhe, ele já queria iniciar tratamento oncológicos....
Fiquei com o segundo....(risos). Todos os exames deram normais e por exclusão, descobrimos a tal bola, ela nunca cresceu, apenas ficou ali de enfeite até os 8 anos, as vezes, ela ainda aparece. E o Ian já diz, mamãe, vou ficar doente... Era, é, apenas um gânglio inflamatório, causado por repetição de infecções no trato respiratório, por conta dos refluxos...Que alívio!
Minha última situação de quase morte por causa da saúde do Ian foi em Abril de 2016, ele teve uma virose, ou algo emocional, causado por mim, é por mim...Eu entrei em pânico e ele adoeceu...
Mães, um ser estranho, mas sempre preocupado com suas crias.
Hoje tenho um menino lindo, preguiçoso, inteligente, e extremamente dócil e gentil. E vamos continuar morrendo todos os dias, pois é assim ser mãe.
Aguardem, pois contarei a estória do meu segundo milagre.......
Homenagem aos dia das mães 2016 - Demolays e Escudeiros.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Em casa...sobrevivendo...
...Sim, ele começou a sugar, mas o peito era impossível, ele chegava a perder o fôlego, pois não tinha força suficiente. Com a perda de peso, chegou a voltar no 2 kg, ainda bem, que não reduziu mais, pois se ficasse abaixo de 2, voltaria para o hospital. Que medo!
Ficamos, assim, amigos da lata de leite, e ele começou a mamar muito, a ter refluxos de filme de terror.
A rotina era: 40 a 50 minutos para mamar 20 a 30 ml, e mais 1 hora no colo em pé e então poderia dormir 1 hora, e tudo recomeçaria.
Éramos: eu, Ian e Deus, ainda bem. Claudio não ficava em casa, porque estava em São Paulo.
As noites eram longas, os dias eram noites e eu já não sabia mais quem era eu. Mas o que me mantinha em pé, era que meu sonho estava ali, com 45 cm e 2 kg, e tínhamos que fazê-lo crescer.
Em uma noite, ele mamou e em seguida começou a chorar, eram duas da manhã, e não parava de chorar, eu já havia feito de tudo, e nada, e não tinha para quem recorrer. 4 da manhã e nada de parar, já havia tirado a roupa, andado pela casas toda, e nada...
Liguei para o Claudio em prantos, sei que não poderia fazer nada, mas estava em desespero, então ele me deu uma ideia sem sanidade e eu a fiz, mas...deu certo...
Ele tinha um balanço, herança do primo João Victor, e ele me disse coloca no balanço que dorme, foi então que coloquei. Como você coloca um ser com um mega refluxo em um balanço, após mamar? Sem sanidade. E ai o que aconteceu?
Isto mesmo a criança vomitou a uns 2 metros de distância (o normal era 1 metro, geralmente), e foi então que ele sorriu. E parou de chorar.
Mas ai, tínhamos um chão para limpar, eu para limpar e um bebê para limpar. E deu certo.
Após 4 meses com ele, eu já não tinha mais forças e já demonstrava sinais de depressão, mas jamais desisti. Foi então que com ajuda de amigos que vinham me visitar, meu marido resolveu contratar um babá para que eu pudesse ao menos dormir.
E ai a vida começou a ter sentido, pois eu teria que voltar a trabalhar e só havia ficado 3 meses com ele, mas como diz uma amiga, nascemos, ou rica, ou linda ou inteligente, e ai a escolha não foi ser rica....
Aqui algumas fotinhos dele no inicio de toda a luta em casa e até seus 6 meses. Idade que foi considerado um bebê normal, e foi quando pude levá-lo para passear, o dia foi 22 de julho de 2007, fomos ao shopping.
Ficamos, assim, amigos da lata de leite, e ele começou a mamar muito, a ter refluxos de filme de terror.
A rotina era: 40 a 50 minutos para mamar 20 a 30 ml, e mais 1 hora no colo em pé e então poderia dormir 1 hora, e tudo recomeçaria.
Éramos: eu, Ian e Deus, ainda bem. Claudio não ficava em casa, porque estava em São Paulo.
As noites eram longas, os dias eram noites e eu já não sabia mais quem era eu. Mas o que me mantinha em pé, era que meu sonho estava ali, com 45 cm e 2 kg, e tínhamos que fazê-lo crescer.
Em uma noite, ele mamou e em seguida começou a chorar, eram duas da manhã, e não parava de chorar, eu já havia feito de tudo, e nada, e não tinha para quem recorrer. 4 da manhã e nada de parar, já havia tirado a roupa, andado pela casas toda, e nada...
Liguei para o Claudio em prantos, sei que não poderia fazer nada, mas estava em desespero, então ele me deu uma ideia sem sanidade e eu a fiz, mas...deu certo...
Ele tinha um balanço, herança do primo João Victor, e ele me disse coloca no balanço que dorme, foi então que coloquei. Como você coloca um ser com um mega refluxo em um balanço, após mamar? Sem sanidade. E ai o que aconteceu?
Isto mesmo a criança vomitou a uns 2 metros de distância (o normal era 1 metro, geralmente), e foi então que ele sorriu. E parou de chorar.
Mas ai, tínhamos um chão para limpar, eu para limpar e um bebê para limpar. E deu certo.
Após 4 meses com ele, eu já não tinha mais forças e já demonstrava sinais de depressão, mas jamais desisti. Foi então que com ajuda de amigos que vinham me visitar, meu marido resolveu contratar um babá para que eu pudesse ao menos dormir.
E ai a vida começou a ter sentido, pois eu teria que voltar a trabalhar e só havia ficado 3 meses com ele, mas como diz uma amiga, nascemos, ou rica, ou linda ou inteligente, e ai a escolha não foi ser rica....
Aqui algumas fotinhos dele no inicio de toda a luta em casa e até seus 6 meses. Idade que foi considerado um bebê normal, e foi quando pude levá-lo para passear, o dia foi 22 de julho de 2007, fomos ao shopping.
O balanço, mas aqui ele já estava melhor e maior
O banho da noite fatídica (foi fácil não tirar a foto, mas precisava registrar)
Quase um bebê "normal" (sim eu o arrumava, para ficar em casa)
Eu tinha 6 meses, era "normal"
Dia que sai pela primeira vez
E ai começamos mais desafios...em casa.
domingo, 27 de agosto de 2017
Em casa...e a sucção.
Antes de começar esta nova fase, esqueci de comentar sobre como a sonda foi retirada.
Eu não sabia mais o que fazer, porque ele não sugava e não era permitido mamadeiras no hospital na época, foi então que liguei para o pediatra.
"Dr. o que vamos fazer com a sonda?"
"Ele precisa aprender a sugar e então tiramos, caso não sugue, vamos ver o que fazer........."
Neste momento, me virei para vê-lo....e a sonda estava inteira na mão dele....detalhe, ele estava de luva de bebê (aquelas que não tem dedos).
"Dr., acho que não precisamos mais pensar o que fazer, ele mesmo tomou a decisão e tirou."
Então começamos luta para ele sugar....em vão....
Agora sim, para casa.
Chegamos perto do anoitecer e iniciamos a luta pela sucção, e nada....
A noite toda lutamos, deve ter mamado uns 20 ml no total.
Na manhã seguinte as 7 horas, chegaram os equipamentos para controle de peso e outros que não lembro.
E foi feita a medição do peso e ele havia perdido 50 gramas aff...Que pavor de voltar para o hospital!
E foi assim por três dias...até que ele apresentou sangue na urina e um tarja verde no cocô, não tinha ideia do que era. E perguntei ao enfermeiro, que anotou e pediu para eu ligar no pediatra.
O pediatra muito tranquilo (Graças a Deus), porque de doida, já basta eu.....disse não se preocupe, vai melhorar.
E perguntei também quando ele iria mamar, e ele me respondeu algo que utilizo até hoje...
"Quando ele estiver faminto, ele vai mamar e hoje ele estará...e vai mamar, pois criança pequena, se não estiver doente, vai ter fome da maneira certa..."
E assim aconteceu, foram 20 ml de três em três horas....esfomeado....mas ele esquecia do refluxo e nós também....
Vocês devem estar se perguntando, o que aconteceu no cocô e xixi? ANEMIA braba....
Aguardem a parte 2 em casa.....
Eu não sabia mais o que fazer, porque ele não sugava e não era permitido mamadeiras no hospital na época, foi então que liguei para o pediatra.
"Dr. o que vamos fazer com a sonda?"
"Ele precisa aprender a sugar e então tiramos, caso não sugue, vamos ver o que fazer........."
Neste momento, me virei para vê-lo....e a sonda estava inteira na mão dele....detalhe, ele estava de luva de bebê (aquelas que não tem dedos).
"Dr., acho que não precisamos mais pensar o que fazer, ele mesmo tomou a decisão e tirou."
Então começamos luta para ele sugar....em vão....
Agora sim, para casa.
Chegamos perto do anoitecer e iniciamos a luta pela sucção, e nada....
A noite toda lutamos, deve ter mamado uns 20 ml no total.
Na manhã seguinte as 7 horas, chegaram os equipamentos para controle de peso e outros que não lembro.
E foi feita a medição do peso e ele havia perdido 50 gramas aff...Que pavor de voltar para o hospital!
E foi assim por três dias...até que ele apresentou sangue na urina e um tarja verde no cocô, não tinha ideia do que era. E perguntei ao enfermeiro, que anotou e pediu para eu ligar no pediatra.
O pediatra muito tranquilo (Graças a Deus), porque de doida, já basta eu.....disse não se preocupe, vai melhorar.
E perguntei também quando ele iria mamar, e ele me respondeu algo que utilizo até hoje...
"Quando ele estiver faminto, ele vai mamar e hoje ele estará...e vai mamar, pois criança pequena, se não estiver doente, vai ter fome da maneira certa..."
E assim aconteceu, foram 20 ml de três em três horas....esfomeado....mas ele esquecia do refluxo e nós também....
Vocês devem estar se perguntando, o que aconteceu no cocô e xixi? ANEMIA braba....
Aguardem a parte 2 em casa.....
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