segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O nascimento e a separação....

...eram 18 horas quando comecei uma peregrinação para ir ao banheiro, para sair todo aquele soro na urina, pelo menos estava muito hidratada, e simultaneamente eu também fazia número 2, e sentia muitos gases, uma coisa muito chata.

A Fer já tinha ido embora e a Maira ficou comigo, porque o Claudio não tinha ainda aparecido para me ver, e foi quando deu 19:20, eu pedi que ele viesse, porque as 20 a visita acabaria, e ele não estaria comigo.

Ele chegou às 19:50, NEM PRECISAVA TER IDO....mas... as 20:30, chegou o Dr. João, e fui logo pedindo simeticona, porque já não aguentava mais aqueles gases insuportáveis e doloridos....

Foi então que ele me disse:

“Você aguenta mais um pouquinho, para eu dar alta para a outra paciente?”

“Sim, lógico.”

Alguns minutinhos depois, ele pediu que eu fosse com ele ao consultório.

“Você consegue andar até lá?”

“Sim, lógico.”

Bom, quando estava naquela posição, ele me disse:

“Não se mexa, não tem mais o que fazer?”

“Como assim?” Eu já pálida, provavelmente.

“Eu consigo ver a cabeça do bebê! Ele vai nascer.”

Aff. Não eram gases, eu trabalho de parto e eu nem senti dor....Estava em pânico, 30 semanas e agora, eu iria perder meu bebê. Ai que dor insuportável, mas no coração.

Pois é dilatei 10 cm sem dor. Provavelmente, porque a bolsa não havia estourado.

E fui conduzida por mil enfermeiras, para tomar um banho, não entendi, mas foi isto mesmo, e então me colocaram em uma maca e me levaram correndo ao centro cirúrgico, pois não sabiam se iria ser normal ou cesárea.

E ai eu não sabia se iria filmar, se não iria, tinha o cordão umbilical que iríamos colher, quanta decisão para tomar em segundos.

Foi então que ao chegar no centro cirúrgico, me deram analgesia e então um parto sem dor alguma aconteceu, em nenhum momento senti dor, só na hora que...bom já conto.

A enfermeira e o médico falaram para eu fazer força, quando sentisse uma contração forte, foi então que levantei a mão e perguntei.

“E eu estou sentindo contração?”

Sentia nada. Então a enfermeira me ajudou a saber a hora e me disse, respira e....

Nem fiz força o bebê nasceu as 21:19 de 21 janeiro de 2007, e o médico estourou a bolsa.

Aqui vem a dor, o pediatra o leva e mesmo me mostrando por dois segundos eu acho, me diz:

“Ele terá que ficar aqui com a gente, ele não sabe respirar sozinho...”

E mais uma vez meu mundo caiu... E perguntei, por quanto tempo?

A resposta: “Não sabemos ao certo, mas aproximadamente, dois meses.”


Morri..................

2 comentários:

  1. Nossa!! Que desespero! Só muita fé mesmo nestas horas.... posso imaginar a sua dor 😢
    Ainda bem que sei o final desta história!!

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