domingo, 20 de agosto de 2017

Quase nascendo

E voltei a Ribeirão Preto...como eram três horas da manhã do dia 20 de janeiro, o que uma grávida de quase 30 semanas devia ter feito?

Todo mundo deve ter respondido, ir dormir, não?

Só que não, como se diz hoje.

Cheguei em casa, e vi um lago amarelo em minha cozinha. Como assim um lago amarelo? A cachorra Lisbela Maria, “minha labrador”, estava passando uma temporada dentro de casa, porque estávamos em reforma, e ela havia perdido seu espaço. E ainda não sabíamos quando a reforma terminaria, uma vez que os pedreiros haviam nos deixado na mão. Bom a Lisbela, havia feito um xixi gigante na cozinha, para o tamanho dela, qualquer xixi é um lago.

E grávidas, como tem miolo mole e sinapses comprometidas, resolveu ir limpar a sujeira. Aí vocês vão me preguntar, o que o Claudio fez? Nada, ele não discutiria com uma grávida teimosa, embora ele tivesse tentado intervir.

Cozinha limpa, bora dormir.

As 8 da manhã, eis que sinto, uma contração e desta vez sangramento forte. A pessoa já sabia que a placenta estava Grau II (bem amadurecida – o que significa que já não era tão eficiente na alimentação do bebê e ainda que o bebê mesmo prematuro estava quase pronto a nascer, mas não de 30 semanas).

Ligo para o obstetra Dr. João (mais um anjo em minha vida), e pede que eu vá para o hospital, e assim faço.

Chegando ao hospital, não paro de chorar, o MEDO invade minha alma, será que cheguei até aqui, para perder tudo...em pânico, sou examinada e diagnóstico com dilatação de 3 cm, em começo de trabalho de parto (TP), mas em condições de bloqueio.

E assim, me internaram, ninguém soube desta internação, só eu e Claudio. E a Maira e Fernanda (madrinhas da Graça Divina).

Fiquei de molho sem pode levantar para fazer xixi, que legal fazer xixi naquela tal de comadre. Não queiram isto para a vida de vocês kkkkk.

Foi então que o Claudio saiu correndo para casa, para pintar o quarto da criança e tentar deixar mais pronto possível, porém tínhamos nada pronto, apenas algumas roupinhas.

No domingo dia 21 de janeiro de 2007, Fernanda e Maira passaram a tarde comigo, por DEUS.
A Fer percebeu que eu tossia a todo momento, e perguntou a razão de eu tossir, se eu estava doente. Minha resposta era sempre: “Não, estou bem.”

E ela insistiu e pediu que eu mostrasse o peito a ela, e foi então que pediu a Maira que fechasse minha medicação e saiu voando pelo corredor do hospital, pedindo ajuda para enfermeiras, porque eu estava com uma alergia bem grande da medicação e isto era perigoso, uma vez que minhas tosses, poderia ser o início de um fechando de glote. E era....


Foi aquela correria e passaram dois soros pinça aberta em mim, para limpar meu corpo, só que ai todo meu quadro que era de equilíbrio e controle do bebê mudou.....

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